sábado, 16 de janeiro de 2010

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

' mas mais tarde, ou mais cedo, percebemos que é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar ideias, usar a cabeça e esquecer o coração. e mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração a bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata devagar e faça menos alarido, e esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo e a saudade. porque o mundo nunca pára. nada pára. a vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa. pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos. arde no peito e no orgulho, mas pouco a pouco vai matando a dor. '

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

'... tudo a correr como corre sempre
(eu a partir, eu a deixar de ser, eu-ausência, eu-nada e tudo a correr como corre sempre) mundos de fora ainda de pé.
o sublinhado já gasto pelo pretérito-mais-que-perfeito dos dias.
e os percursos ainda cruzados.
eu que fui. eu que fiquei.
colar-me num outra vez
aos dias soltos
e aos dias meus. ...'

domingo, 23 de agosto de 2009

nova iorque 09


nova iorque é uma cidade incrivel. 'so fucking amazing´. cheia de mundos, cheia de vidas, cheia de caminhos e tentativas de caminhos que ficam a marcar ruas e paredes, olhares e gestos que se cruzam com os nossos. é sentir o mundo numa só cidade com a certeza de que ny não é de ninguém, é de todos. consegue ser profundamente antagónica. perdida entre luz e escuridão. na cidade que nunca dorme, nunca nos sentimos sós, inacreditavelmente. não há fotografia ou vídeo que consiga transmitir todas as suas vivências. respira-se arte. que 'arrisca ser ou não ser'. do octogésimo quarto andar do empire state building a estruturação da cidade é evidente. as avenidas monumentais rasgam a pele de nova iorque. onde a simetria e a malha ortogonal contrastam com o seu ritmo alucinante. acolhedora e apelativa, esta pode ser a casa de um qualquer alguém. até a minha. talvez um dia.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

o meu maior amor, sempre.

'amor. não posso evitar o teu sofrimento quando a injustiça te parte o coração. mas posso chorar contigo e recolher os pedaços para juntá-los de novo. não julgo as tuas decisões limito-me a apoiar-te, a estimular-te e a ajudar-te sem que mo peças. as tuas alegrias, os teus triunfos e os teus êxitos. não são meus. mas desfruto deles sinceramente quando te vejo feliz. não posso dar-te soluções para os problemas da tua vida, nem tenho respostas para as tuas dúvidas e temores mas posso escutar-te e compartilhar contigo sempre que necessitares. não posso dizer-te quem és nem quem deverias ser, somente posso amar-te como és.'

eu que, nas coisas do coração, tenho problemas de expressão gostaria de te ter dito que não há um eu, sem ti. obrigado mã.

domingo, 31 de maio de 2009

'para ser grande, sê inteiro'

domingo, 10 de maio de 2009